Ao mundo peço licença pra atuar onde eu quiser, meu sobrenome é competência, e o meu nome é mulher.
domingo, 4 de novembro de 2012
O divino em nós
Hoje quero abordar a dificuldade que a maioria de nós encontra para conectar-se com sua porção divina, principalmente quando as coisas estão muito difíceis e os obstáculos nos parecem intransponíveis.
Este é um momento crucial em que todas as nossas forças precisam ser reunidas em uma única intenção: não se deixar levar pelo desânimo, a desesperança e a falta de fé.
Para empreender essa tarefa, precisamos nos concentrar em algumas questões fundamentais. A primeira delas diz respeito à maneira como fomos condicionados em nosso processo de desenvolvimento. A grande maioria de nós tende a reagir aos acontecimentos e obstáculos cotidianos sempre de forma negativa, colocando-se imediatamente na posição de vítima e vendo em tudo o que ocorre de ruim uma grande injustiça.
Para transmutar esse condicionamento, precisamos, a cada momento, questionarmo-nos sobre o que podemos aprender com aquela situação. Ao invés de nos lamentar, devemos buscar dentro de nós a resposta para tal questão, sempre tendo em mente que tudo o que nos acontece tem um objetivo que se enquadra no propósito maior de nossa vinda a este planeta: crescimento e evolução.
Mas, como se costuma dizer, não adianta questionar Deus e não parar para ouvir sua resposta.
Deus nos fala no silêncio, quando conseguimos, ainda que por poucos minutos, silenciar a turbulência mental e a tempestade emocional que nos assola nos momentos difíceis. Deus também nos responde por meio de acontecimentos, pessoas e pressentimentos que nos afloram repentinamente.
Entretanto, se permanecemos presos às nossas emoções em desequilíbrio e nos deixarmos dominar pelo desespero, jamais conseguiremos ficar alerta o suficiente para perceber seus sinais. Lembremo-nos sempre de que a consciência divina permanece o tempo todo dentro de nós à espera que escutemos a sua voz.
Para ouví-la é preciso colocar-se diante da vida como um ser maduro, disposto a aceitar cada desafio como parte essencial do plano divino traçado para nosso crescimento. Sem esta aceitação, continuaremos vitimas eternas do sofrimento.
Elizabeth Cavalcante
Azul
Preciso ser um outro
para ser eu mesmo
Sou grão de rocha
Sou o vento que a desgasta
Sou pólen sem insecto
Sou areia sustentando
o sexo das árvores
Existo onde me desconheço
aguardando pelo meu passado
ansiando a esperança do futuro
No mundo que combato morro
no mundo por que luto nasço...
Mia Couto
Auxílio sempre que possível
Sem quaisquer recursos especiais, você dispõe do poder de renovar e reerguer a própria vida.
Você pode ainda e sempre:
avivar o clarão da alegria onde a provação esteja furtando a tranqüilidade; atear o calor do bom-ânimo onde a coragem desfaleça; entretecer o ambiente preciso à resignação onde o sofrimento domina; elevar a vibração do trabalho onde o desânimo apareça; e
xtrair o ouro da bênção entre pedras de condenação e censura;colocar a flor da paciência no espinheiro da irritação; acender a luz do entendimento e da concórdia, onde surja a treva da ignorância; descobrir fontes de generosidade sob as rochas da sovinice; preparar o caminho para Jesus nos corações distantes da verdade.
Tudo isso você pode fazer, simplesmente pronunciando as boas palavras da esperança e do amor.
André Luiz
sábado, 3 de novembro de 2012
O Amor
O amor é de essência divina, porque procede
de Deus e vitaliza o universo, sustentando
a vida em todos os seus aspectos.
Em tudo se encontra pulsante, como
manifestação do Divino psiquismo.
Em todos os reinos é de fundamental
significação, especialmente no ser humano,
sem o qual a existencia se torna destituída
de sentido psicológico e desaparece,
desarticulando os objetivos essenciais da vida.
Amar é desafio que todos devem enfrentar com alegria, pois que, somente ele equaciona as dificuldades existenciais, ampliando os objetivos da inteligencia e dos sentimentos.
Quem ama, conduz Deus no imo, irradiando-o em forma de bençãos que a tudo transforma e dignifica.
Joanna de Ângelis
Censura amiga
A única ocasião em que não devemos deixar de ofender um amigo, é quando se trata de lhe dizer a verdade e de lhe provar assim a nossa fidelidade.
Porque não devemos deixar de sobreavisar os nossos amigos, ainda quando se trate de os repreender.
E nós mesmos devemos levar isto em boa vontade, quando tais repreensões são ditadas pelo bem querer.
Todavia, sou forçado a confessá-lo, como disse o nosso Terêncio no seu Adriana:
Todavia, sou forçado a confessá-lo, como disse o nosso Terêncio no seu Adriana:
«A benevolência gera a amizade; a verdade, o ódio».
Sem dúvida a verdade é molesta se produz o ódio, este veneno da amizade.
Mas a magnanimidade é-o ainda mais, porque para a indulgência culpável, pelas faltas de um amigo, ela deixa-o precipitar-se nas suas ruínas.
Mas a falta mais grave é a que despreza a verdade e se deixa conduzir ao mal pela adulação.
Este ponto reclama toda a nossa vigilância e atenção. Afastemos o ácido das nossas advertências, a injúria dos nossos reproches; que a nossa complacência (sirvo-me voluntário da expressão de Terêncio) seja farta de urbanidade; mas longe da nossa baixa adulação, este auxiliar indigno de um amigo e mesmo de um homem livre. Lembremo-nos que se vive com um amigo diferentemente de como se vive com um tirano.
Quanto àquele cujos ouvidos se fecharam à verdade ao ponto de não entender mesmo a boca do amigo, é preciso desesperar da sua salvação.
Quanto àquele cujos ouvidos se fecharam à verdade ao ponto de não entender mesmo a boca do amigo, é preciso desesperar da sua salvação.
Conhece-se a frase de Catão que, entre outras, ficou proverbial:
«A amargura dos nossos inimigos, serve-nos bem mais que a doçura dos nossos amigos: aqueles dizem-nos quase sempre a verdade; estes, jamais».
O que lia de desarrazoado é que os amigos que se advertem não se encolerizem do que deve causar-lhes pena, e o façam ao contrário do que deve não lhes causar henhuma.
Em lugar de se encolerizar de haver mal agido, eles o são de ser repreendidos.
Enquanto que, ao contrário, eles deveriam afligir-se da falta e alegrar-se da censura.
Marcus Cícero, in 'Diálogo sobre a Amizade'
Marcus Cícero, in 'Diálogo sobre a Amizade'
Temos pressa em tudo
De uma coisa podemos ter certeza:
de nada adianta querer apressar as coisas.
Tudo vem ao seu tempo, dentro do prazo que lhe foi previsto.
Mas a natureza humana não é muito paciente.
Temos pressa em tudo!
Aquela situação que você mesmo provoca, por pura ansiedade de não aguardar o tempo certo.
Mas poderia dizer:
- Mas qual é o tempo certo?
- Bom, basta você observar os sinais.
Geralmente quando alguma coisa está para acontecer ou chegar até sua vida, pequenas manifestações do cotidiano,
enviarão sinais indicando o caminho certo.
Pode ser a palavra de um amigo, um texto lido, uma observação qualquer.
Mas com a certeza, o sincronismo se encarregará
de colocar você no lugar certo, na hora certa,
no momento certo, diante da situação ou da pessoa certa!
Basta você acreditar que nada acontece por acaso!
E talvez por isso que você esteja agora lendo essas linhas...
Tente observar melhor o que está a sua volta.
Com certeza alguns desses sinais já estão por perto,
e você nem os notou ainda.
Lembre-se que o universo, sempre conspira a seu favor,
quando você possui um objetivo claro e uma disponibilidade de crescimento.
Paulo Coelho
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
Entre sono e sonhos
Entre mim e o que em mim
É o quem eu me suponho
Corre um rio sem fim.
Passou por outras margens,
Diversas mais além,
Naquelas várias viagens
Que todo o rio tem.
Chegou onde hoje habito
A casa que hoje sou.
Passa, se eu me medito;
Se desperto, passou.
E quem me sinto e morre
No que me liga a mim
Dorme onde o rio corre —
Esse rio sem fim.
Fernando Pessoa
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